sexta-feira, 12 de junho de 2026

Afurada e seus barcos de pesca!

Passeei pela Afurada ao amanhecer! Trouxe alguns olhares desse caminhar:

























SÃO MÃOS QUE TRABALHAM

São mãos que trabalham.
São de homens que puxam barcos, guiam máquinas,
arrancam pedras, martelam nas ruas.
Estas mãos têm dores.
As mãos com feridas têm saudades da água fresca,
das flores, da língua dum cão, das penas dum passarinho.
Os homens destas mãos são tristes. Têm fome, têm sede,
gostavam de acordar um dia e descansar de manhã à noite.
Gosto muito das mãos das pessoas que trabalham.
Estas mãos fazem lembrar um coração com susto!

Miguel Macedo (1966)

do livro “a criança e a vida”
coletânea de textos infantis coligidos por Maria Rosa Colaço (Google)

A Afurada fica na margem esquerda (sul) do rio Douro; em frente, na margem direita do rio Douro (lado norte), localiza-se a cidade do Porto.

São Pedro da Afurada é uma das três antigas freguesias urbanas da cidade de Vila Nova de Gaia, juntamente com Mafamude e Santa Marinha.

É uma localidade bastante ligada à tradição piscatória. O seu santo padroeiro é o São Pedro. A sua festa principal é o São Pedro da Afurada.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Segurar... Dar... Receber (Anozero26)

Continuemos a percorrer as instalações do Convento de Santa Clara-a-Nova onde decorreu a Bienal de Coimbra:








... um espaço de restauração!






















Pesquisei:

Para Ibelings, “quisemos debruçar-nos sobre a importância de estar no mundo, de o habitar. Exposição e habitação partilham a mesma raiz etimológica proto-indo-europeia «ghabh», que tem um triplo significado: «segurar, dar, receber»”.
 Os curadores informam-nos que a intenção do Anozero’26 é explorar como o dar e o receber, o retribuir e o transmitir tomam forma na arte e na arquitectura, através das lentes da simbiose, da ajuda mútua, da generosidade e da hospitalidade. 
Ele acrescenta: “a simbiose é uma força motriz da evolução, vivemos num mundo simbiótico e a simbiose gera novidade. 
Valorizar a simbiose como fundamento da criatividade é um ponto de vista bastante excepcional num mundo onde as perturbações económicas são elogiadas como perturbação criativa”. “Manter, dar, receber” pretende ser um acto de resistência ao nosso mundo de desigualdade perturbadora, caracterizado pelo crescente apelo de líderes autoritários de direita. 
A Anozero’26 esbate as fronteiras entre disciplinas, dando espaço à arte e à arquitectura que são hospitaleiras e acolhedoras, e a projectos que, implícita ou explicitamente, dão, retribuem e transmitem. (Google)