O Marnoto é o homem responsável
pela extração do sal artesanal
com a utilização de alfaias de madeira.
Inicialmente começavam como
moços e, com experiência,
tornavam-se marnotos
capazes de explorar sozinhos
uma marinha de sal.
De corpo robusto e bronzeado
pelo sol intenso,
o Marnoto dedica-se a todas
as atividades que a safra
exige desde a Primavera
ao fim do Outono.
Outrora, vestia em regra
uma camisa de lã branca,
um lenço avermelhado ao pescoço,
calções largos de algodão
e sem esquecer, à cabeça,
um chapéu preto.
O seu trabalho é árduo,
pois encher e remexer
os tabuleiros com água nova,
quebrar e puxar o sal e ainda
carregá-lo em canastras
pesadas sob a cabeça,
são tarefas que exigem
grande esforço físico.
Esta profissão,
que existe desde 959,
entrou em vias de extinção.
Se outrora, ser marnoto
era uma arte que sustentava
várias famílias e passava
de pais para filhos,
nos dias de hoje são poucos
os jovens que lhes sucedem.
Se este era um emprego
que passava de geração
em geração,
hoje em dia são poucos
os homens que se mantêm
ligados a este trabalho sazonal,
fazendo-o apenas como
uma tarefa complementar.
Ao, hoje, fraco valor
comercial do sal,
junta-se a cada vez
mais inconstância das chuvas
e a grande sazonalidade
da atividade.
A expansão do mercado
e a concorrência do sal
industrializado vieram
dar menos importância
ao trabalho do Marnoto,
pelo que, apesar de poucos,
em Aveiro continua-se a lutar
para que esta profissão não morra.
(informação retirada da Internet)
Nós... encontrámos o "marnoto"
perto da Figueira da Foz, junto ao
Ecomuseu do Sal!!!